Homem-Aranha Um Novo Dia
há 2 dias
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Atualizado: há 13 horas

Nove de Agosto de dois mil e vinte e seis. Dia dos pais. Neste dia dos pais, precisamos
falar sobre o novo filme do Homem Aranha. Pois foi a data onde este filme estreou nos
cinemas. O homem Aranha é um herói. Um super herói. E merece um review machista.
Homem Aranha - Um Novo Dia
(Spider-Man: Brand New Day, 2026)
Direção de Destin Daniel Cretton
Escrito por Erik Sommers e Chris McKenna

O Homem Aranha é uma fabula machista para ensinar os meninos sobre
amadurecimento, sobre superar sofrimento e sobre serem responsáveis. O Jovem
Peter Parker é mais azarado que o Chapolim Colorado. No dia em que seu tio Ben
morreu, foi quando ele deixou a sua lição de vida mais importante. Com grandes
poderes, vem grandes responsabilidades.
Sua própria Tia May também repetiu estas mesmas palavras no dia onde foi
assassinada. No dia onde ele tentou o seu melhor para salvar todos os seus maiores
inimigos.
Suas histórias devem ser um ritual de pais sentados no sofá junto com seus filhos.
Onde pais explicam para os meninos que um dia todos vão crescer, ser grandes, fortes
e talvez, talvez, sejam inteligentes. Mas que os valores do Homem Aranha são de
responsabilidade pelo bem estar das pessoas. De respeito para com sua segurança. De
proteção contra a injustiça. São lições que ensinamos aos meninos para poder esperar
bons homens.
Isso é machismo, é uma identidade masculina que existe há milênios na literatura, na
mitologia, no teatro e agora no cinema. Homens com ideias heroicos e românticos de
combater o mal, a injustiça e proteger as pessoas inocentes. Demonstrado nos textos
antigos da Odisseia, da Eneida, nas antigas histórias de Héracles, Hercules, de
Belerofonte, de Perseu, de Teseu. O cavalheirismo romântico das fabulas sobre o Rei
Arthur, Sir Percival, Lancelot e todos os cavaleiros de Monty Python.
Isso é machismo. E se o sistema, o governo Lula, o Estado, a Ditadura e a doutrinação
feminismo precisam inventar termos novos como masculinidade tóxica: é por que suas
mentiras sobre o machismo estão perdendo a força.

Como ocorre a superação?
Nos filmes anteriores, o Homem Aranha teve derrotas históricas, foi derrotado e
morto por Thanos, perdeu amigos como Tony Stark, Ned e sua namorada MJ. E além
de tudo, perdeu sua Tia May. Logo, como ocorre a superação?
O Caminho da Superação vem de atitudes e foi muito debatido há mais de dois mil
anos pelos antigos estóicos.
Treino de Tom Holland como Peter Parker e Homem-Aranha
Tom Holland tem altura 1,73 m, peso aproximado 75-78 kg no filme, % de gordura
estimado em 8-10%. Físico atlético, definido e com ênfase em força funcional em vez
de volume extremo).
Sua rotina de treino são 5 a 6 dias por semana com foco em calistenia, CrossFit e
ginástica. Divisão full-body funcional + sessões específicas de stunt/gymnastics; alta
frequência de movimentos compostos.
Dieta de alta proteína (frango, peixe, ovos, whey), carboidratos complexos controlados
(arroz, batata-doce), muitas verduras e gorduras saudáveis. Consumo calórico
estimado 3.500-4.500 kcal durante preparação, com periodização (bulk leve seguido
de definição).
Exercícios-chave de Pull-ups/muscle-ups, air squats, push-ups, handstand push-ups,
core work (leg raises, planks), parkour e treinamento de queda/rolamento.
Treino de Jon Bernthal como Frank Castle, o Justiceiro
Altura de 1,80 m, peso de 90-95 kg, % de gordura estimado de 10-12% (físico
musculoso, imponente.
Rotina de treino foram 4-5 dias/semana de pesos pesados, boxing/Muay Thai e
treinamento tático. Ênfase em força bruta e condicionamento de combate.
Alimentação de alta caloria e proteína (carnes vermelhas, ovos, aveia), com refeições
frequentes para manutenção de massa; estilo relativamente “carnívoro” adaptado.
Exercícios-chave de Deadlifts, squats pesados, treino de saco de pancadas, sparring,
farmer’s carries e exercícios de grip/força de antebraço.
Exemplo de treino semanal adaptado: 3x força (push/pull/legs com pesos moderados-
pesados), 2x boxing ou shadow fighting + corrida. Pessoa comum deve priorizar forma
correta e consultar profissional para evitar lesões.
A equipe de dublês de Jackie Chan supervisionou as principais sequências de luta,
trazendo coreografia prática com wirework, acrobacias reais e influência de kung fu e
comédia física característica de Chan — um marco inédito na franquia MCU Spider-
Man.

Como o Homem Aranha superou suas derrotas?
O filme mostra que Peter Parker continuou como Homem Aranha. A pratica da virtude
se deu por tentar ajudar as pessoas todos os dias.
O treino constrói um pouco de resultado todos os dias. O estudo constrói um pouco a
mais de sabedoria todos os dias. O trabalho rende um pouco de dinheiro todos os
meses.
Ações de justiça e bondade também constroem caráter todos os dias.
Lembrando que a principal ferramenta é a falha. As vezes você falha e as vezes você
aprende. A falha não é sua inimiga. É a ferramenta que mais ajudou a natureza. Você
treina até o musculo falhar e ele se adapta na forma de força. Você estuda até tarde da
noite e isso te ajuda. A verdadeira definição de derrota não é falhar, é desistir.
Lembrando que não existe nada de errado em desistir daquilo que não vale a pena. O
problema é triunfar onde se perde tudo, principalmente a razão.

E agora a redpill
A redpill, a pílula vermelha, se refere a uma dose de realidade amarga. E deve ser
conversada em relação a natureza das mulheres que foi mudada com o feminismo e
suas leis contra os homens. A verdade de que muitas das mulheres de hoje já não
servem para relacionamentos saudáveis. Que conseguimos enxergar o feminazismo,
quando os discursos das feministas são iguais aos dos nacional socialistas. Os nazistas.
A verdade amarga que o feminismo é doutrinado em nossas escolas, na TV, nos filmes
e nas musicas. E que se trata de ódio aos homens. A verdade amarga de que feministas
já não servem para empregos públicos ligados a segurança, justiça ou politica.
Isto tem a ver com o ultimo filme do Homem Aranha.
O filme Homem Aranha, um novo dia, apresenta uma vilã. Calma, eu não vou contar
quem ela é. Não vou estragar nenhuma surpresa.
Mas este é um caso da Redpill. Explicar que existe sim dois pesos e duas medidas sobre
homens e mulheres. A vilã deste filme é uma terrorista. Ela é uma telepata. Possui
poderes sobre a mente das pessoas. Ela inicia o filme matando pessoas inocentes. Vou
explicar direito para vocês entenderem. Ela é uma telepata, possui poderes sobre a
mente e a matéria. Ela possui pessoas como se fosse uma possessão demoníaca. E
força as pessoas a matar outras pessoas. Temos tiroteios com um tanque de guerra.
Temos atentados com uma bomba. Temos pessoas possuídas que se jogam de prédios
ou na frente de carros. A própria personagem de Mary Jane é possuída e tenta se
matar. Falei em possessão demoníaca e desafio qualquer pessoa a me explicar a
diferença.
Ao final do filme, o Homem Aranha faz o seu melhor para que ela pare de ferir outras
pessoas. Mas os roteiristas tentam empurrar que a personagem merece a liberdade
por causa de uma jornada de redenção que não existe. Isso é a lacração. Isso são dois
pesos e duas medidas. No filme anterior, os vilões ameaçaram bem menos pessoas e
ainda tiveram que pagar por seus crimes. Aqui, a vilã ameaçou a cidade inteira e
matou dezenas de pessoas. Ela merecia estar presa e até mesmo morta. Mas como a
vilã é mulher, ela não responde por seus crimes contra a vida humana.
Isso fica ainda mais verdadeiro por ela possuir as mentes do Hulk e do Justiceiro no
filme. Personagens cujos únicos e verdadeiros medos são os de machucar pessoas
inocentes.

A Redpill é sobre isso.
Avisar aos homens sobre essa injustiça e explicar que mulheres assim não servem para
nada. E faz todo o sentido durante o ano de 2026. Tentaram impor uma lei da
misoginia que não vai proteger as mulheres. Não se trata de uma lei, mas de uma
ferramenta do sistema, do governo Lula, da doutrinação feminista de perseguir os
homens honestos e defender os bandidos nas comunidades. Vão retomar o
julgamento de Mari Ferrer, não porque a Lei Mari Ferrer vai proteger as mulheres. Mas
porque Mari Ferrer vai ser uma ferramenta de um sistema para perseguir quem
questionar o sistema, o governo Lula e os ministros do STF.
Nove de Agosto de dois mil e vinte e seis. Para comemorar vinte anos da Lei Mentira
da Penha, seu ex marido foi preso por dar entrevista e contar como Maria da Penha
mentiu. Não se trata de defender as mulheres, se trata de defender as ferramentas do
sistema. Ele foi preso por contar o lado dele da história. O sistema defende suas
ferramentas. Para comemorar os vinte anos da Mentira da Penha, um homem foi
preso por falar a verdade.
A Redpill não se trata de atacar as mulheres. Mas de explicar que a vilã em Homem
Aranha, um novo dia, não merece a liberdade ou empatia. Você não deve namorar
com nenhuma mulher com a falta de caráter dela. Assim como homens honestos não
devem casar com mulheres com o caráter da Janja, homens que prezam a família não
devem chegar perto da Suzane Von Richtoffen ou da Elize Matsunaga. Elize Matsunaga
que voltou a fazer sucesso em novo seriado recontando seu crime contra o ex marido.
No Brasil, você já não pode questionar as urnas. Você não pode questionar Alexandre
de Moraes. Não pode questionar quem manda em Adelio Bispo. E não pode questionar
a Mentira da Penha.

Antigos espíritos do bem
Para quem estuda Platão
A alegoria da caverna é aqui literalmente encenada: com um feitiço mágico, Peter
Parker apagou todo o conhecimento público de sua identidade. Seus antigos melhores
amigos e sua ex-namorada seguiram em frente sem ele, enquanto Parker devotou
praticamente cada segundo de sua vida a combater o crime como o vigilante anônimo
Homem-Aranha.
Peter vive, portanto, numa caverna voluntária. Ele é o único que sabe quem é.
O mundo ao redor projeta sombras — vê o Homem-Aranha como símbolo, nunca
como pessoa. Esta é uma articulação genuinamente platônica: o herói possui
conhecimento que os outros não têm, carrega a Forma verdadeira de seu ser enquanto
o mundo apenas contempla a silhueta.
A questão é se o filme ascende a partir desta condição ou permanece na contemplação
melancólica da caverna. Peter precisa descobrir se é possível adaptar-se à nova
realidade sem abrir mão daquilo que faz dele o Homem-Aranha. Esta é, precisamente,
a pergunta platônica: a Forma essencial de Peter Parker sobrevive ao despojamento de
todos os atributos acidentais — nome, fama, relacionamentos, apoio institucional?
Peter emerge mais verdadeiramente ele mesmo por ter sido despojado. Tudo foi
tirado dele e ele ainda supera seus problemas. Então aponta para uma Forma ideal de
heroísmo: a virtude que não depende de reconhecimento externo. Esta seria a
resposta platônica mais elevada.
Veredicto platônico: Potencialmente rico. A premissa é genuinamente filosófica. A
execução depende de se o roteiro tem coragem de sustentar a tensão metafísica ou se
a dissolve prematuramente em resolução emocional fácil.

O Homem Aranha e o estoicismo
Este é, possivelmente, o filão filosófico mais fecundo do filme, e o mais surpreendente
para uma produção de entretenimento de massa.
A Dicotomia do controle de Epicteto) explica que Peter Parker não controla que o
mundo o esqueceu. Não controla que seus amigos seguiram em frente. Ele enfrenta
uma mudança que poderá estar além do seu controlo. O que ele controla ´´e sua
resposta. Ele continuar a proteger, continuar a servir, sem audiência, sem
reconhecimento, sem recompensa. Um herói de verdade.
Isto é estoicismo puro. Epicteto, o escravo liberto, ensinava precisamente isso: a
dignidade não depende da condição externa. O Homem-Aranha anônimo que protege
Nova York sem que ninguém saiba seu nome é uma encarnação popular do
Encheiridion: fazes o que é correto porque é correto, não porque te verão fazê-lo.

Marco Aurélio e o dever sem glória
O imperador-filósofo escrevia para si mesmo e ninguém veria suas meditações. Peter
escreve (metaforicamente, em suas ações cotidianas) para ninguém. A analogia é
estrutural e perturbadoramente nobre.
Ao mesmo tempo, seus poderes estão mudando: o filme apresenta uma "evolução
surpreendente e potencialmente perigosa." O corpo transformando-se além do
controle é o desafio estoico máximo: e quando nem o próprio corpo responde à razão?
A DNA aracnídeo de Peter causa uma mutação biológica que faz desenvolver teias
orgânicas em seus pulsos e seu sentido aranha torna-se extremamente sensível. Ao
engajar o Escorpião, a DNA arácnida o faz cair numa fúria cega, lançando-se
violentamente contra o inimigo. É o drama do lobisomem, o ser humano que percebe
uma doença mental que pode transformar a pessoa em um perigo para si mesma e
para outros.
Aqui, o Homem Aranha está vivendo um drama ao mesmo tempo onde procura ajudar
outros personagens com problemas muito parecidos. Ele conseguiu enxergar a
humanidade dentro de Frank Castle e Bruce Banner.
Aqui o filme toca em Sêneca: “quid est sapientia? semper idem velle atque idem
nolle.” O que é sabedoria? Sempre querer e não querer a mesma coisa.
Mas e quando a própria natureza interior conspira contra a constância racional? Este é
o problema estoico mais profundo.
A premissa central do filme é estoica em sua estrutura mais fundamental. Se o roteiro
honrar esta tensão, Um Novo Dia será um dos mais ricos textos populares sobre a
filosofia do controle e da dignidade sem reconhecimento.

Para quem gosta de Aristóteles
A causa final, o telos da narrativa, parece ser a autodescoberta. Peter deve tomar
decisões que colocarão à prova seus valores e o verdadeiro significado do sacrifício,
mostrando que de fato com grandes poderes vêm grandes responsabilidades.
Este telos é aristotelicamente sólido: a narrativa existe para demonstrar, por meio da
ação dramática, uma verdade moral que não pode ser simplesmente enunciada —
precisa ser vivida pelo personagem e contemplada pelo espectador. É a diferença
entre ética teórica e ética prática.
A hamartia, o erro trágico, aparece na forma da fúria biológica que transborda a razão:
a DNA de aranha cabeluda de Peter causa uma cegueira de fúria, e ele se lança
violentamente contra o Escorpião. Este é um erro trágico genuinamente aristotélico.
não a maldade, mas o excesso. A hybris não da arrogância, mas da força que ultrapassa
o limite humano. E ele machuca uma pessoa inocente.
A anagnorisis, o momento de reconhecimento, é o núcleo dramático que o filme
precisa alcançar: Peter reconhecendo que identidade não é memória coletiva, que
heroísmo não é reconhecimento, que amor não é reciprocidade garantida.
O filme possui os elementos da boa tragédia-comédia. No sentido clássico: narrativa
que termina em resolução e crescimento. A questão é se a resolução é conquistada ou
gratuita.

Para quem estuda Kant
O confronto mais rico do filme é, segundo tudo indica, entre Peter Parker e Frank
Castle, Justiceiro. Jon Bernthal interpreta Frank Castle como o co-protagonista e o
oposto moral de Peter.
Esta oposição é, em termos kantianos, a mais explícita possível:
Peter Parker age segundo o imperativo categórico: age somente de acordo com a
máxima que possas querer que se torne lei universal. Peter não mata; trata cada
criminoso como fim em si mesmo, ainda que inimigo. Ele ajuda, ele perdoa.
Frank Castle age de acordo com uma lógica consequencialista extrema. Os meios são a
morte, violência definitiva dos bandidos. justificam-se pelo fim, pela proteção dos
inocentes. O Justiceiro trata criminosos como meios para um fim.
O debate entre eles não é, portanto, meramente dramático. É um dos mais antigos
debates da filosofia moral ocidental: deontologia versus consequencialismo. O filme,
inserindo-os como parceiros forçados, precisa não resolver esta tensão de forma
barata. Se o fizer, se concluir que ambos têm razão, numa dissolução relativista, perde
a dimensão filosófica. Termina com Peter reafirmando sua posição por convicção e não
por ingenuidade, temos um texto moral genuinamente kantiano.
Potencialmente o eixo moral mais poderoso do filme. A dignidade de cada pessoa,
mesmo da vilã, é o que distingue Peter Parker do Justiceiro, e esta distinção precisa ser
levada a sério.
O arquétipo do jovem responsável
Um jovem herói que voluntariamente assumiu um fardo impossível, despojado de toda
estrutura de suporte, enfrenta o caos crescente.
Combatendo o crime em uma Nova York que já não sabe mais o seu nome, à medida
que as exigências aumentam, a pressão desencadeia uma surpreendente evolução
física que ameaça sua própria existência, enquanto um estranho padrão de crimes dá
origem a uma das ameaças mais poderosas que ele já enfrentou.
Peter enfrenta o caos em sua forma mais pura. Um mundo transformado, os laços
rompidos, o próprio corpo incontrolável. A questão é se ele assumirá a
responsabilidade de carregar este peso voluntariamente, sem garantia de sucesso ou
reconhecimento. Este é o arquétipo do herói em sua forma mais elevada. não o herói
que salva porque é poderoso, mas o que persiste porque é responsável.
O Incrível Hulk
Peter recorre a Bruce Banner, agora professor na Empire State University, para ajuda a
entender o que está acontecendo com seu corpo. Esta busca por um mentor mais
velho, por orientação científica e humana. O jovem que, em vez de negar o problema
ou dissolvê-lo em ideologia, busca compreendê-lo com honestidade intelectual.
É como uma pessoa que entende. “Eu tenho depressão. Eu tenho problema com
álcool, drogas e distúrbios mentais. Eu preciso buscar ajuda!”
A dimensão do Logos, da palavra, do sentido de fazer parte de um mundo, aparece na
carta que Peter mantém consigo. Parker guarda consigo a carta que havia escrito para
MJ, com a intenção de fazê-la lembrar de sua identidade e de seu relacionamento. A
carta não enviada é o símbolo perfeito da tensão entre dizer a verdade e proteger o
outro. Entre o Logos, a verdade que liberta e o silêncio que preserva.
O filme é, em sua estrutura arquetípica, um texto sobre responsabilidade voluntária e
identidade sob pressão. temas centrais da psicologia.
O mantra central, com grandes poderes vêm grandes responsabilidades, é uma
formulação popular de uma verdade perene, imortal, que encontra eco em Aristóteles
sobre virtude proporcional à capacidade, no Evangelho, a quem muito é dado, muito
será exigido — Lucas 12:48, e no estoicismo sobre agir segundo tua natureza mais
elevada. O filme, ao sustentar este princípio sob máxima pressão narrativa, presta um
serviço filosófico genuíno.

Dialogos libertários
O filme acerta em alguns pontos com precisão cirúrgica e erra feio em outros,
revelando a habitual contradição hollywoodiana entre heroísmo individual e premissas
estatistas.
O Estrago Supremo
Aqui o filme é ambíguo. O legado de Mysterio de manipulação midiática e narrativa
estatal é tratado como vilanesco. Só esqueceram que JJ Jameson também é o cumulo
da manipulação jornalística. Peter opera como voz dissidente solitária, sem plataforma
estatal. No entanto, o feitiço global de esquecimento coletivo é uma violação
monstruosa da liberdade cognitiva. Apagar a memória de milhões sem consentimento
não é “magia benigna”; é a forma mais pura de censura existencial. Por isso que
Doutor Estranho é um personagem que deveria ser o vilão. Rothbard chamaria isso de
agressão direta contra a mente humana. O filme flerta com a ideia mas nunca a
condena com a ferocidade que o tema exige.
Sobre propriedade privada
Aqui o filme merece uma surra. Damage Control funciona como uma agência estatal
típica: apropriação de recursos, uso de força para “contenção de ameaças”, destruição
colateral de propriedade alheia justificada por “segurança pública”. As cenas de
confronto com o Justiceiro e o Homem-Aranha contra tanques e operadores
governamentais são catárticas precisamente porque mostram o Estado como o
verdadeiro criminoso. Toda vez que um agente da Damage Control aponta uma arma
ou invade um espaço privado, o filme acerta em cheio o argumento de Bastiat: “O
Estado é a grande ficção através da qual todos tentam viver à custa de todos.”
Infelizmente, o filme ainda romantiza o “herói que sacrifica tudo pelo bem maior”,
uma sutil rendição ao altruísmo coletivista que Ayn Rand vomitaria no roteiro.
Ninguém tem o direito de apagar as memórias de terceiros para “protegê-los”. É
violação de contrato implícito, violação de propriedade sobre a própria história e
violação da autonomia familiar. Hoppe veria nisso o Estado, ou seus proxies místicos,
invadindo a esfera privada mais sagrada. O filme sente falta de coragem para chamar
isso pelo que é: tirania paternalista cósmica.
Mas calma, piora.
Pois como mencionei, os roteiristas tentam defender as ações da vilã, que
invade os corpos das pessoas e as mata para chegar aos seus objetivos.
Um ótimo filme
Por Marcio Strzalkowski
Força e Honra




























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