Pânico
- Marcio strzalkowski
- 27 de abr.
- 11 min de leitura

Tudo começou com o filme O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger, escrito e dirigido por Wes Craven. Onde todo o universo de A Hora do Pesadelo é revisto. No filme, uma figura horrível passa a assombrar os jovens da rua Elm. Seu nome é Freddy Krueger. Possui toda a pele queimada e uma luva com garras que ele mesmo fez. Freddy Krueger é uma representação de todo tipo de horror. É a violência psicológica que surge em sonhos tão assustadores que podem matar. É uma violência que se torna física. Nos sonhos, Freddy Krueger é praticamente um demônio com poder absoluto de horror.

Só tem um problema. E aqui temos a Redpill para todas as mulheres. A Redpill é um termo nascido da machosfera sobre acordar. Acordar da Matrix, entender que o mundo onde vivemos é cheio de intrigas, politicas, doutrinações e outras ilusões. É por isso que a Redpill deve ser perseguida e censurada até o final do Governo Lula. Assim como os conservadores e os libertários.
Freddy Krueger é um pesadelo sobre violência real, psicológica, física e até sexual. Como quatro garras de aço na mesma luva. Mas então oferecemos a Redpill para a nossa audiência feminina. O processo de despertar é entender que nos filmes de Freddy Krueger, ele foi confrontado por uma heroína. Interpretada por Heather Langekamp, a heroína confrontou Freddy Krueger. Metáfora sobre confrontar os medos, bater de frente contra o agressor, denunciar, se defender. Em A Hora do Pesadelo 3 – O Melhor de Todos, temos a heroína voltando como psicóloga do sono para ajudar outros jovens ameaçados por Freddy Krueger. Freddy Krueger teve seus ossos reunidos, enterrado em solo que foi batizado com água benta. Praticamente um exorcismo.

Em O Novo Pesadelo – O Retorno de Freddy Krueger, o diretor original Wes Craven iniciou sua ideia de meta linguagem. Freddy Krueger salta da tela e persegue a equipe que filmou o original. Atores voltam como si mesmos e brincam com o público, o próprio diretor aparece no filme explicando suas ideias. A heroína agora é a própria atriz precisando proteger seu filho. E defendendo a interpretação do menino, ele realmente estava apavorado com Freddy Krueger!
E agora que a Redpill começa a bater o efeito. Vamos as perguntas que marcam a pausa do vídeo.

O que melhor representa as mulheres na hora de enfrentar a violência de Freddy Krueger?
a) Fazer leis para denunciar qualquer homem que aparece nos seus sonhos.
b) Denunciar na Maria da Penha e ficar com a casa de Freddy Krueger.
c) Manifestação feminista com sovaco cabeludo e as muxibas de fora.
d) Mulheres são representadas por direitos e liberdades condizentes com seus valores. Que permitem a denúncia, permitem a legitima defesa, que permitem serem defendidas e que permitem que elas protejam outras pessoas.

Outra série de filmes assustadores é Sexta Feira 13. E com o efeito da Redpill, devemos nos perguntar sobre como as feministas não mencionam as heroínas desses filmes como exemplos. Parece loucura! Um filme onde o homem branco, Jason Voorhees, é um assassino e a maioria de seus massacres só tem mulheres como sobreviventes! As feministas, o grupo politico que transformou o ódio aos homens em arma, como que elas nunca falam desses filmes?

Bora assistir estes filmes. Fui assistir o primeiro Sexta Feira 13 e a heroína usa a legitima defesa contra o assassino. Acho que desvendei o mistério. A legitima defesa não é uma bandeira das feministas. Fui assistir o segundo filme e a heroína tomou uma decisão inteligente de enganar o Jason Voorhees e depois usar a legitima defesa. Ué? Ser inteligente e usar a legitima defesa não são bandeiras feministas? Fui olhar Sexta Feira 13 parte 3, a heroína usa a legitima defesa. Parece um padrão. Dai fui assistir Sexta Feira 13 parte 4, um dos mais assustadores. A heroína abraça um valor familiar sobre proteger o irmão e usar a legitima defesa contra Jason Voorhees. E esse é o efeito da Redpill, você acorda da Hora do Pesadelo e percebe que as feministas nunca defenderam as mulheres. De fato, se Jason Voorhees fosse negro, seria apenas uma vitima da sociedade a ser defendido pela Maria do Rosário!

Jason Voorhees invadiu a sua casa. Como uma mulher deve se defender?
a) Jogue um livro de poesias nele!
b) Denunciar na Maria da Penha e ficar com a casa de Jason Voorhees.
c) Manifestação feminista com sovaco cabeludo e as muxibas de fora.
d) Ligue para a polícia, se sente no sofá da sala e aguarde o Estado te proteger.
e) É belo e moral que você use a legitima defesa para se defender e defender as pessoas que ama. De preferencia, com chumbo grosso, exorcismo ou explodindo o Jason em pedaços.

Fiz questão de separar Sexta Feira 13 parte 6 em um seguimento só dele. É o filme mais divertido da série. Desta vez, literalmente desenterram Jason Voorhees e um relâmpago o ressuscitou. O que ninguém fala é que relâmpagos não ressuscitam pessoas. O filme não precisa falar, mas aquele raio é o dedinho podre dos Antigos Espiritos do Mal. Voltou a vida com desejo de matar e com o fator de cura do Wolverine.
Sexta feira 13 parte 6 é um filme que tem ativamente um herói. E seguindo uma regra de manuais medievais de cavalheirismo machista, ele respeita e protege as mulheres. No caso, temos um legitimo casal romântico formado por Tommy Jarvis e Megan Garris. Eles fogem da cadeia, arrumam altas confusões para destruir Jason Voorhees e de quebra ainda salvar as crianças!
Por que feministas não defendem casais que querem destruir o mal e salvar as crianças? Se fosse um casal que fugiu da cadeia para matar e roubar, seriam vitimas da sociedade romantizados como Lampião e Maria Bonita, Bonnie e Clyde, Lula e Janja.
Vou falar da cena onde Jason Voorhees invade o dormitório das crianças. E uma única menininha apavorada consegue ver Jason. E enquanto o assassino chega bem pertinho dela, tudo o que ela tem para se defender é o cobertor e uma oração. A oração tem o poder de afastar Jason. A oração ou as boas ações de nossos heróis.

Que tipo de valores que as feministas realmente tem defendido.
a) Valores familiares, legitima defesa da vida das crianças. Direitos e liberdades.
b) Denunciar na Maria da Penha e ficar com a casa de todo mundo.
c) Manifestação feminista com sovaco cabeludo e as muxibas de fora.
d) Feministas são uma militância política e não defendem mulheres. Afirmam que a família é um ambiente de opressão patriarcal. Afirmam que bebes no ventre nem são seres humanos. Afirmam que bandidos são vitimas da sociedade. Afirmam que todos os homens são abusadores em potencial. Defendem apenas os interesses de seus partidos. Defendem que qualquer mulher que as questionar merece a violência.
Os filmes da franquia Pânico (Scream) são conhecidos por subverter o gênero do terror usando a meta-linguagem. A principal protagonista é Sidney Prescott, interpretada por Neve Campbell. Sidney começa como uma adolescente comum, do tipo que ninguém espera que fale algo inteligente. A outra heroína é Gale Weathers (interpretada por Courtney Cox), uma jornalista. e Dewey Riley (interpretado por David Arquette), um policial semi-incompetente.
E agora a Redpill bate com força. Panico 7 estrou nos cinemas do Brasil. Um novo assassino em série ressurge. A heroína original, Sidney Prescott, agora deve proteger a sua família! E todas vocês, suas lindas, tem essa nova opção de filme de terror e suspense para assistir agarradas no mozão! Enquanto perguntas assustadoras surgem.
Por que nenhuma feminista vai falar desse filme? E a resposta martelada pelos fatos é que as feministas não defendem nem a legitima defesa, nem a família e muito menos as mulheres!
Que tipo de heroínas e valores são propostos por feministas?
a) Feministas só oferecem outras feministas como exemplo heroico. Como Valerie Solanas em seu filme Um Tiro para Andy Warhol. Onde nenhum valor é proposto.
b) Feministas só oferecem outras feministas como exemplo heroico. Como o filme As Sufragistas, que mostra atos de terrorismo e esconde os piores crimes da primeira onda feminista. Nenhum valor é proposto.
c) Feministas só oferecem outras feministas como exemplo heroico. Como Frida, filme sobre Frida Kahlo. Nenhum valor é proposto.

Antigos Espiritos do Mal
Porque devemos entender o ódio que as feministas tem por você!
Carol J. Clover — Men, Women, and Chain Saws
Clover escreveu sobre a ideia da Final Girl, a garota sobrevivente do terror: geralmente mais sóbria, esperta, “menos sexualizada” e capaz de assumir uma posição ativa no final.
A feminista escreveria que Sidney Prescott é uma das grandes Final Girls modernas, mas Pânico também subverte essa regra: ela transa no primeiro filme e mesmo assim sobrevive. Para a feminista, chama a atenção que a heroína quebra a moral conservadora clássica do terror: “mulher que faz sexo morre”.
Ilustra que nem passa pela cabeça das feministas a ideia de como heroínas em filmes de terror vão descobrindo a trama, desvendando o assassino e que sua preocupação final é uma bandeira de legitima defesa.

Laura Mulvey — Visual and Other Pleasures
Mulvey é exemplo de feminista que fala do olhar masculino. O olhar que transforma mulheres em objeto visual. Em Pânico, esse olhar aparece como câmera, telefone, mídia, true crime e franquia dentro da franquia: as mulheres viram imagem, espetáculo, cadáver bonito, trauma rentável.
Ilustra como feministas nem consideram que o criador de Pânico, Wes Craven, já tinha mais de uma década criando personagens femininas marcantes. Que o publico se identifica com as personagens.
Kate Manne — Down Girl e Entitled
Exemlo de feminista que define misoginia não como simples “ódio às mulheres”, mas como um sistema de punição contra mulheres que saem do lugar esperado. É perfeito para Pânico: Sidney, Gale, Sam e Tara são atacadas porque recusam papéis de submissão, silêncio ou culpa.
Ilustra como feministas ignoram que existem policiais, namorados e um publico inteiro fora de tela que torcem pela segurança das personagens.

Pânico 2
Em Pânico 2, o assassino, não vou contar quem é, quer fama. Quer um holofote da mídia. Igual assassinos reais como Ted Bundy. Mesmo assim, para feministas, é tuo culpa do patriarcado!
E o patriarcado também pode ser protegido por mulheres.
A feminista Kate Manne chama isso de himpathy: a simpatia excessiva pelo homem agressor. Mas movimentos feministas são movimentos políticos socialistas que vem há décadas defendendo os bandidos. O Lumpemproletáriado. Chamando os bandidos de “vitimas da sociedade”!
São cartas marcadas.
Ignoram que o assassino é único responsável pelas próprias ações. A culpa é do patriarcado.
Defendem bandidos como sendo “vitimas da sociedade”. São o Lumpemproletariado.
E em pior caso, caso do assassino ser mulher, negro, gay ou pertencer a uma minoria protegida pela agenda politica. As feministas vão justificar os assassinatos e culpas as próprias vitimas!
Para ler e chorarPatricia Hill Collins — Black Feminist Thought
Angela Davis — Mulheres, raça e classe
bell hooks — Ain’t I a Woman?

Panico 3
Pânico 3 é quase um panfleto politico. O filme revela que a mãe da heroína, sofreu exploração em Hollywood. O produtor prometeu fama e fortuna até abusar dela e a descartar
Assistido depois do #MeToo, o filme parece quase profético.
Só tem o problema de que toda a classe feminista de Hollywood sabia quem eram seus produtores que abusavam das atrizes. Harvey Weinsten foi denunciado e preso por violentar atrizes! As feministas sabiam e deixaram por décadas! Décadas!
Para ler e chorarCatharine MacKinnon — Toward a Feminist Theory of the State
Andrea Dworkin — Woman Hating
Laura Mulvey — Visual and Other Pleasures
Rita Segato — La guerra contra las mujeres
Estes são exemplos de como nenhuma feminista quer realmente escrever sobre o respeito e o bem estar das mulheres.

Antigos Espiritos do bem e da Luz
Para Aristóteles (virtudes como hábito; “justo meio” e coragem como virtude treinada)
Em Aristóteles, virtude (aretê) não é sentimento: é disposição treinada, é o hábito de escolher bem.
e muitas virtudes são um meio-termo entre dois vícios. Ou falta ou por excesso. Coragem, por exemplo, fica entre covardia e temeridade. Você tem medo e mesmo assim, faz o que é certo: Isto é coragem.
Pânico é quase um laboratório de Aristóteles sobre como o medo de morte força escolhas rápidas: a virtude aparece quando a personagem não é arrastada nem pelo pânico (defeito) nem por bravata (excesso).
Para Platão (especialmente a República), justiça não é só “seguir lei”: é harmonia entre partes da alma; e as virtudes cardeais (sabedoria, coragem, temperança, justiça) estruturam isso.
Ghostface vence quando impõe uma “ideia”, ele completa seu roteiro e captura a alma. A heroína vence quando recupera o controle da própria vida. Seu governo interno. Sua legitima defesa.
Sócrates explica que ninguém erra voluntariamente (erra por não saber de verdade o bem).
Sócrates responderia que o “mal” vem de uma alma confusa sobre o bem, mesmo quando parece deliberado.
Descartes escreveu sobre as paixões e como regulá-las; e apresenta generosidade como uma paixão. Uma virtude ligada ao reconhecimento de que o que realmente “nos pertence” é a livre disposição da vontade, junto de uma resolução firme de usá-la bem.
Para Immanuel Kant, Ghostface trata pessoas como meios. São matéria-prima para um “roteiro”, uma fama, um ajuste de contas. As heroínas, quando são moralmente melhores, tentam tratar pessoas como fins. isto é, preservar vidas, respeitar a autonomia, não instrumentalizar sofrimento. É assim que elas vencem Ghostface.
Para Buda, Ghostface é quase uma máquina de apego. Apego à narrativa, à fama, ao controle, ao ressentimento. e isso gera dukkha, sofrimento em escala máxima.

Sidney: é o exemplo aristotélico clássico de coragem como hexis (disposição estável). Ela sente medo (humano), mas age no tempo certo e aprende com experiência. Não é “destemida” (isso seria excesso/temeridade); ela é corajosa porque persiste com discernimento. A “justiça” platônica dela não é vingança; é não deixar o medo governar tudo. Socrates explica que Sidney aprende a ver padrões, manipulações e mentiras. Ela é a detetive e esse crescimento cognitivo vira sobrevivência moral.
Para Descartes, Sidney é o caso cartesiano de “eu não controlo o mundo, mas controlo meu assentimento e minhas decisões”. Kant a admiraria profundamente. “Minha vida e a dos outros não são peças de jogo do assassino”. A virtude budista é a capacidade de ver o medo como fenômeno mental e agir com clareza. Na virtude cristã é não deixar o mal definir o coração; ela luta para viver sem virar uma imagem espelhada do assassino.

Tara: “coragem e temperança”. Ela reage, resiste, calcula. o que em Aristóteles parece virtude de autodomínio orientado ao real. Platão é duro com ela no começo: a parte “desejante” de status, narrativa e fama. Isso manda mais do que deveria. O arco dela é a lenta migração para uma forma de justiça: usar inteligência e coragem a serviço de algo maior do que o próprio ego. Algo maior do que ela.

Sam: Aristóteles ajuda a entender o drama dela como disputa entre paixão e razão. A virtude aqui não é “ser pura”, mas treinar escolhas quando emoções e impulsos gritam. O heroísmo dela é “ética como artesanato”: fazer o melhor possível com matéria-prima difícil.
Platão lê Sam como a guerra civil interna. A virtude dela seria a tentativa de fazer a razão “governar” sem negar a existência das sombras — isto é, canalizar forças internas para uma ordem, não para autoaniquilação.
Kant perguntaria para Sam se quando você usa violência, é por princípio moral universalizável de defesa? Ou por inclinação de raiva, prazer ou vingança)? Teste kantiano clássico.
Sam tem o arco mais compatível com prática budista moderna: reconhecer estados mentais, não se fundir com eles, agir com intenção menos reativa.
Descartes é especialmente útil aqui. a personagem é forte quando reconhece que pensamentos intrusivos, medo e raiva acontecem, mas não precisam governar a vontade. Isso se parece muito com “regular as paixões”.

Gale: o ponto aristotélico é que ela começa com um “bem aparente” (glória, reputação) e gradualmente se reeduca — virtude como formação de caráter ao longo do tempo, não “ser boazinha desde sempre”.
Sócrates a interrogaria: “Você quer a verdade — ou quer uma versão vendável dela?” O arco dela seria a passagem do parecer ao ser (e isso é bem socrático). O chamado cristão mais direto para ela é “não explorar a dor alheia”; isso é, no mínimo, reconhecer a dignidade dos vulneráveis.

Esta verdade te acorda da Matrix, você se acorda em uma caverna escura onde velhos decrépitos usam fantoches de feministas. E mesmo enxergando a verdade, eles ainda fazem voz fina para falar com você: “nós te representamos, aperta 13 e confirma.”
Você segue o caminho da luz para fora da caverna de Platão e se depara com um ambiente de teatro misturado com sala de aula. É a escolinha do professor Paulo Freire. Onde mais marionetes de feministas podem ser vistas. As feministas nunca vão defender as mulheres porque simplesmente fazem parte do Estado, do sistema, são projetos de partidos, engrenagens de um plano de poder. Poder com F maiúsculo.
Fugir da doutrinação te leva a perceber a realidade. Você está no Asilo Arkham, onde os bandidos estão soltos. Onde a Arlequina seria exemplo de mulher empoderada cercada de outras palhaças. Onde procurar pela verdade é enfrentar os enigmas mortais do Charada no Fantástico. O Brasil se transformou em extensão do Hospital Colônia de Barbacena. Onde os juízes participam de surubas com banqueiros. Onde o político mais ladrão é o presidente. Onde o presidente mais honesto está sendo preso e torturado. Onde políticos olham na cara das mulheres e afirmam que quem não concorda com a loucura é louca.
Se você é mulher e se identificou com este texto, o seu caminho para a liberdade não foi o feminismo.
Você é parte da resistência.
Por Marcio Strzalkowki
Força e Honra!




























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