Comando para Matar
- Marcio strzalkowski
- 24 de abr. de 2022
- 8 min de leitura
Atualizado: 25 de mar.

Arnold Schwaznegger, porra!
Comando para Matar (Commando 1985)
Dirigido por Mark l. Lester
Escrito por Steven E. de Souza, Joseph Loeb III e Matthew Weisman.
A história deste filme é mais do que se apresenta. É uma tiração de sarro com os próprios filmes brucutus dos anos 80! Que ganharam o apelido de brucutu por causa dos carros brucutus da policia, conhecidos por sua violência e força. Popularizados por filmes como Rambo e seus clones.
Dai juntaram 10 milhões de dolares, 54 dublês, roteiristas insanos e um astro que nem sabia atuar direito.
Sim, Arnold Schwaznegger nem sabia atuar direito quando protagonizou o filme Conan - O Barbaro em 1982! Só que Arnold Schwarzenegger era tão carismático que praticamente levou o filme todo nas costas mesmo nos momentos mais absurdos!
Ele conseguia convencer o publico tanto rindo junto a atriz-mirim Alyssa Milano quanto empurrando uma Pickup lomba acima!
A história do filme é que Arnold Schwarzenegger é o Coronel John Matrix, um soldado da elite Commando casca grossa e osso duro que tem a filha sequestrada e é chantageado para matar um presidente e amigo que ajudou a colocar no poder. Porém, ele decide resgatar a própria filha e matar todos os bandidos que ver pela frente.

O comportamento machista de ser um bom pai!
Para defender o meu ponto de vista de homem, branco, heterossexual, machista e reacionário; Vou chamar a atenção para o começo do filme que mostra John Matrix com sua filha Jenny (Alyssa Milano).
Pois a cena mostra exatamente um comportamento genuinamente machista onde John Matrix se mostra como um bom pai! Vejam bem, feministas tentam de todas as formas condenar todo o comportamento masculino de um verdadeiro macho a ponto de que não conseguem nem conceber que esse comportamento seja também muito positivo!
Ser um bom Pai também é machismo! E quem define isso somos nós, os homens!
Feministas não conseguem entender que o comportamento de um macho também seja amoroso, brincalhão, bonachão, respeitoso e protetor! Um macho de verdade também educa, ensina a respeitar outras pessoas e cria os seus filhos para o mundo. Ele sustenta, cuida, cozinha e arruma a casa, sim! Pois nada disso é realmente degradante, mas sim legitimas demonstrações de afeto, maturidade e respeito!
Logo depois deste começo calmo do filme onde apenas duas pessoas morreram até agora, um helicóptero militar presta uma visita a John Matrix para avisar que sua vida corre perigo. Seu bom amigo General Kirby que o treinou vem para avisar da história do filme. E assim deixar John Matrix avisado do perigo.
Pois bem, logo depois disso temos já no começo do filme o ápice da masculinidade!
Mal o General Kirby saiu de cena e John é atacado. Culminando no ato quase despercebido aos olhos do grande publico: John Matrix agarrou sua filha Jenny, a levou para dentro de casa e a protegeu com seu próprio corpo! O que parece uma cena passageira e sem importância, né?
Lógico que não! O ato de um homem se arriscar para proteger alguém que ama é justamente o comportamento machista que fez a humanidade sobreviver a era das cavernas! Se temos este comportamento hoje é por que há milhões de anos este era o ápice da masculinidade! Com homens das cavernas enfrentando predadores pré-históricos com pedras e paus para salvar a vidas das pessoas que amavam. Desde a alvorada da humanidade que os homens se sacrificavam pelo bem de mulheres e crianças e isso é machismo!
Se você é homem e é capaz de fazer isso pelas pessoas que ama, você é um verdadeiro exemplo de masculinidade. E se você que é minha leitora e for capaz de fazer o mesmo, tenho uma resposta linda e até romântica para você, pois é graças a atitudes como a sua que as pessoas se inspiraram para criar os anjos...
Só por essas cenas que o mostram tanto como um pai amoroso quanto como um guerreiro incansável já o colocam ao lado de outros grandes personagens machistas que defendo como Homer Simpson, Tio Phil, Rei Varkas e o Pai do Chris.

O que você seria capaz de fazer por amor?
Se você é burro e\ou feminista, não adianta. Você não vai nem querer entender a mensagem de um filme.
Agora, se você quer entender a mensagem (ou tem curiosidade mórbida de saber o que vou escrever), então vou te explicar. A partir do momento onde Jenny é raptada, o filme se transforma numa jornada do herói sobre o que nós seriamos capazes de fazer por amor. Para ajudar alguém que amamos.
Nosso herói vai bem longe. Ele mente, ele rouba, agride inocentes, sequestra e mata!
A começar pelo filho do cu que inventou de ficar na frente dele para tentar chantageá-lo no quarto da própria filha.
- Nós sequestramos a sua filha e vamos mata-la a menos que você faça o que a gente mandar. E você fará isso, certo? - Pergunta o sequestrador violento.
- Errado! - Responde John Matrix com um tiro na cabeça do sequestrador. Um verdadeiro ato de amor...
Risadas a parte, temos a obrigação de questionar o que estamos vendo no filme!
Afinal, faz parte sim da questão sobre até onde iriamos para salvar alguém. O que vale tanto para o caso de alguém que amamos ser sequestrada quanto para coisas "mais simples" como o que faríamos para tirar alguém das drogas e alcoolismo? O que faríamos se alguém precisasse de ajuda por problemas de saúde ou outras enrascadas. Vale lembrar que ajudar o próximo é um ato valoroso do comportamento humano.
Mas existem limites. Por exemplo, nosso herói sequestra uma moça no aeroporto para se aproximar de um bandido. O que é errado! E que se foda o relativismo que prega que certo e errado sejam relativos, sequestro é errado e ponto!
Apesar dos protestos da moça, ela claramente se emocionou com John Matrix depois de ver ele espancar um grupos de seguranças armados de um Shopping e definitivamente se uniu a ele depois de ver o jeito machista e reacionário dele matar um bandido numa das cenas mais clássicas do cinema. Onde John Matrix segura o bandido com seu braço mais fraco na borda de um precipício!
- Se lembra quando eu disse que iria te matar por último? Pois é, eu menti!
Lógico que não vou contar todo o filme aqui. Recomendo que todos assistam pelo menos 50 vezes!
A jornada de John Matrix para resgatar sua filha é emocionante e terminou com John Matrix matando nada mais do que 87 bandidos! Sem duvidas, um filme maravilhoso!

A lição de moral! Filmes Machistas de verdade não são sobre glorificar a violência contra as mulheres e este filme não é exceção. Tanto que os maiores icones dos filmes machistas raramente praticam qualquer violência contra mulheres. Estou falando de icones como Chuck Norris, Charles Bronson, Clint Eastwood, Stallone, Van Damme e, lógico, Arnold Schwarznegger! Filmes machistas mostram que a violência contra mulheres e crianças são cometidas por criminosos, estupradores, covardes e outros vermes. E que heróis machistas de verdade tem um comportamento muito diferente dos criminosos. Eles chutam bundas de bandidos, mandam chumbo grosso em estupradores e pisam em cima dos covardes e vermes. Não só no sentido literal. Mas também no fato de que machistas são melhores do que bandidos estupradores covardes. O fato de serem melhores pessoas, que sabem respeitar e garantir os direitos das pessoas a sua volta. E isto é um aspecto cultural que não pode ser negado! Filmes machistas de verdade mostram um comportamento de macho com que os homens simpatizam e se sentem próximos. E o fato de homens se identificarem com estes filmes ao invés de filmes que glorificam a violência e o desrespeito para com as mulheres diz muito sobre o machismo de verdade! Se você gostou, divulgue o texto...
Por Marcio Strzalkowski
Força e Honra!
Comando para Matar pela visão de grandes pensadores
Aristóteles (Virtude ética e meio-termo)
Matrix encarna a coragem (andreia) em grau heroico, mas excessivo — não há meio-termo; é tudo ou nada pela filha. Sua ação é prática (phronesis): ele calcula riscos, usa ferramentas disponíveis e age com excelência militar. A eudaimonia (felicidade) para ele está na proteção da família, não na contemplação. Aristóteles aprovaria o amor paterno como virtude natural, mas criticaria a desmedida na matança como vício de excesso.
Platão (Justiça na alma e no Estado)
Na tripartição da alma platônica, Matrix é dominado pelo espírito guerreiro (thymos) a serviço da razão protetora (amor à filha). A razão governa: ele não mata por prazer puro, mas para restaurar a ordem familiar. Arius representa o tirano injusto que desequilibra o Estado; Matrix age como guardião que restabelece a justiça pela força. Sua jornada é uma alegoria de ascensão: do retiro pacífico ao submundo da violência e retorno à harmonia com Jenny.Sócrates (Exame da vida e ignorância)
Matrix vive uma vida “examinada” de forma pragmática: sabe exatamente quem é (soldado protetor) e não finge ser outra coisa. Ele não cai em ignorância moral — reconhece que os sequestradores são maus e que salvar a filha justifica os meios. Não há crise existencial; sua clareza socrática é direta: “eles pegaram minha filha → eu mato todos”.
René Descartes (Razão clara e distinta, cogito)
Matrix opera com razão clara: dúvida zero sobre o que deve fazer. Seu “cogito” é corporal e prático — “eu existo para proteger minha filha, logo eu mato”. Ele duvida da autoridade (exército, lei) quando ela falha em proteger o inocente, confiando apenas na própria mente e corpo treinados.
Immanuel Kant (Imperativo categórico e dever)
Aqui Matrix entra em forte conflito. Kant exigiria tratar pessoas como fins, não meios, e seguir máximas universalizáveis. Matar 87 pessoas (mesmo vilões) não pode ser universalizado sem colapsar a moralidade. No entanto, Matrix segue um dever interno absoluto: o dever paterno de proteger a filha inocente. Para ele, a filha é um fim supremo; os terroristas são meios/obstáculos. Kant condenaria os métodos (crimes, tortura implícita), mas talvez reconhecesse a boa vontade por trás do amor paternal.
Friedrich Nietzsche (Vontade de poder e super-homem)
Nietzsche adoraria Matrix! Ele é o Übermensch em ação: afirma a vida através da força, transgride a moral escrava (“leis são para os fracos”), ri enquanto mata (vontade de poder alegre) e cria seu próprio valor — “minha filha acima de tudo”. A jornada é dionisíaca: explosão de energia vital contra o niilismo da chantagem. Matrix supera o ressentimento e impõe novos valores pela espada (ou metralhadora).
Nicolau Maquiavel (Virtù e fortuna)
Matrix é o príncipe perfeito em ação. Usa virtù (coragem + astúcia militar) para dominar a fortuna adversa (sequestro). Comete crimes necessários (roubo, sequestro) porque “o fim justifica os meios” quando se trata de manter o poder sobre a própria vida/família. Ele parece cruel, mas é eficaz. Maquiavel aplaudiria: Matrix não hesita, inspira medo nos inimigos e conquista a vitória total.
Baltasar Gracián (Prudência e arte da prudência)
Matrix demonstra prudência superior: timing perfeito, disfarces, alianças temporárias (com Cindy), uso inteligente do ambiente e autocontrole emocional (exceto a fúria protetora). Ele sabe quando ser sutil e quando ser devastador. Gracián veria nele o “herói” prudente que vence pelo discernimento e pela ação oportuna.
Estoicismo (Zenão de Cítio, Sêneca, Epicteto, Marco Aurélio)
Matrix é um estoico de ação. Aceita o que não controla (o sequestro inicial) e foca no que controla: sua resposta. Demonstra apatheia (ausência de paixão destrutiva) — mata com frieza calculada, sem raiva descontrolada. Sêneca e Marco Aurélio aprovariam o dever (proteger a filha como parte do todo racional) e a resiliência diante da adversidade. Epicteto diria: “não são os terroristas que te machucam, mas teu julgamento sobre eles — então elimina o julgamento agindo”.
Andrew Tate (masculinidade moderna e disciplina)
Tate veria Matrix como o arquétipo supremo do “high-value man”: pai protetor alfa, fisicamente dominante, que não negocia com terroristas, não pede permissão e destrói qualquer um que ameace sua família. “They took your daughter? You don’t cry — you go to war.”
A rejeição ao sistema (exército) e o foco na filha como legado máximo alinhariam perfeitamente com sua visão de masculinidade.
Buda (Sofrimento, apego e compaixão)
Buda teria visão mista. O apego extremo à filha gera sofrimento (dukkha) e leva Matrix a um ciclo de violência (mais karma negativo). No entanto, a motivação é compaixão pura pela inocente. Matrix não busca iluminação; ele permanece preso ao samsara da ação mundana. Buda sugeriria desapego mesmo do amor paterno para acabar com o sofrimento — algo que Matrix jamais aceitaria.
Jesus Cristo (Amor, perdão e não-violência)
Jesus diria que Matrix errou gravemente: “quem vive pela espada, morre pela espada” e “amai os vossos inimigos”. Matar dezenas de pessoas, mesmo para salvar a filha, viola o mandamento “não matarás” e o Sermão da Montanha. No entanto, o amor sacrificial pelo filho (filha) ecoa o amor de Deus pelo mundo. Jesus poderia ver um vislumbre de redenção no fato de Matrix não buscar poder pessoal, mas apenas a vida da inocente — ainda assim, condenaria a violência em massa e chamaria para o perdão e a não-resistência.




























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