top of page

Rambo - Programado para matar

  • Foto do escritor: Marcio strzalkowski
    Marcio strzalkowski
  • 22 de nov. de 2022
  • 11 min de leitura

Atualizado: 25 de mar.

Um dos primeiros trabalhos de Stallone no cinema, principalmente depois de Rocky, interpretando outro personagem icônico: John Rambo, um boina-verde (Green Barret) com altíssimo treinamento militar, mais de 50 mortes confirmadas e problemas com síndrome de stress pós traumático. Uma desordem mental causada pelo ambiente da guerra que só começou a ser diagnosticada e tratada depois da Segunda Guerra Mundial.

Mas isso é parte da história que vai se desenrolando no decorrer desde grande clássico machista.


Rambo – Programado para Matar (First Blood 1982)

Dirigido por Ted Kotcheff

Baseado no livro First Blood de David Morrel com roteiro trabalhado por Michael Kozoll, William Sackheim e pelo próprio Sylvester Stallone.



Filme este que começa como um bom drama. Inclusive começa mostrando a belissima paisagem cheia de montanhas ao som melancólico da musica tema composta por Jerry Goldsmith. Rambo chega a pé na pequena cidade de Hope onde pretende visitar o seu velho amigo. Ao chegar em uma belissima casa no campo, John Rambo se depara com uma senhora que calmamente estende velhas roupas no varal. Rambo então pergunta a ela sobre seu amigo, Um cara bem grande e forte, duas vezes maior que Rambo. E assim, vamos conhecendo um pouco sobre a história de Rambo durante a guerra do Vietnam. Uma esperança de poder rever o último de seus amigos alegra o velho soldado enquanto ele conversa com aquela velha senhora.

É então que a velha senhora revela a trágica história de como seu velho amigo passou os últimos dias de sua vida sofrendo com um terrível câncer que se espalhou por seu corpo desde o Vietnam. É então que Rambo se dá conta de que é o último sobrevivente entre tantos guerreiros e amigos que conheceu na Guerra. E assim, Rambo acaba partindo daquela casa com o coração pesado pela perda do amigo.


Rambo então vagueia pela bela cidade de clima frio e cheia de montanhas até dar de cara com o Xerife da cidade Will Teasley, interpretado pelo lendário Brian Dennehy. O qual imediatamente reconhece Rambo como um estranho mal vestido do tipo que pode arrumar confusão. Ao começo, o Xerife Teasley oferece uma carona amistosa para que Rambo não fique na cidade. Mas aos poucos Rambo reconhece a injustiça na forma como está sendo tratado. O xerife Teasley deixa bem claro que se Rambo voltar a cidade, será preso por vadiagem. O que faz com que Rambo decida simplesmente voltar a cidade após descer do carro.

O Xerife Teasley então cumpre sua ameaça e o prende. Mas ao revistar Rambo, dá de cara com sua enorme faca de uso militar. Arma que ficou extremamente conhecida desde então.


O despertar dos velhos traumas

Rambo é levado para a delegacia, mas pelo seu jeito marrento de não cooperar com os policiais por causa da injustiça com que foi tratado, logo se torna alvo do velho amigo e colega do xerife, Galt, interpretado por Jack Starrett. Que resolve fazer o uso da força desproporcional para amansar Rambo. Os policiais decidem que Rambo merece um bom banho e uma barba bem feita para se apresentar ao juiz pela manhã e com isso Rambo ganha uma porretada nas costas pra tomar um banho de mangueira de bombeiro e os policiais o seguram com força para fazer a sua barba.


Toda a sequencia é entrecortada justamente pelos traumas de guerra que Rambo sofreu. E os policias nem fazem ideia de como estão provocando os velhos fantasmas que assombram o velho guerreiro. O banho de mangueira o fez lembrar das humilhações quando os socialistas o cobriam de sujeira, a surra com o porrete que o fizeram se lembrar das surras na guerra e por fim o ato de tentarem fazer a sua barba que o fez se lembrar das torturas.

E então que Rambo revida pra valer, começa a dar porrada em Galt e em outros policiais até fugir da delegacia. Rouba uma moto e é perseguido até um morro onde é encurralado pelos policiais.


Incluindo Galt que está em um helicóptero tentando acertar Rambo. O qual não vê alternativa e joga uma pedra no helicóptero. O que acaba derrubando Galt para uma morte acidental. Nesta hora, o Xerife Teasley e seus homens começam uma verdadeira caçada a Rambo.


Vale a pena explicar um pouco mais dessa cena.

Quando Rambo cai do helicoptero para as arvores, o grito de Stallone é a dor real de quebrar duas costelas. Já a cena de Galt caindo é tão iconica que seu grito foi usado no game Golden Axe da Sega!


Uma lição de resistência.

Uma das lições mais importantes e antigas na história da humanidade é a sobrevivência. A necessidade do ser humano se adaptar e resistir a falta de sorte e aos azares de um mundo cruel. Sobreviver mesmo diante do horror.


Rambo é constantemente cercado e jogado para situações que o colocam no limite. Seja na delegacia de policia, no alto do morro ou na floresta. De fato, temos ótimas cenas de ação enquanto os policiais perseguem Rambo pela delegacia ou no morro. Mas depois da morte de Galt, quando o xerife finalmente decide perseguir Rambo pela floresta para mata-lo é que o jogo muda.

Rambo começa a usar técnicas de guerrilha para fazer armadilhas, cercar os policiais, atacar um por um sem mata-los até finalmente ficar frente a frente com o xerife Teasley. Rambo o encurrala, coloca a faca em sua garganta e explica a nova situação.

- Não me provoque ou você verá uma guerra que não vai acreditar!


Dois personagens opostos

No livro, o Xerife interpretado por Brian Dennehy é o herói da história. Ou quase. Sendo o Xerife responsável pela pequena cidade ao norte dos Estados Unidos onde a história se passa. O livro é narrado tanto pelo ponto de vista de Rambo quanto do Xerife, que participou da Guerra da Coréia. Principalmente pelo fato de que no livro First Blood de David Morell, Rambo realmente sucumbe aos traumas de guerra e começa uma enorme matança que atinge tanto policiais quanto pessoas inocentes. Rambo se torna tão violento que no final acaba sendo morto pelo próprio amigo Coronel Trautman. First Blood é um livro brutal que apresenta a mesma história pelos olhos de dois ex soldados de guerras diferentes. Mas no final, Sylvester Stallone resolveu fazer mudanças significativas que acabaram transformando tanto Rambo quanto o xerife Teasley em personagens mais relacionáveis. Cortando todas as mortes de Rambo até sobrar apenas uma morte acidental.


O monstro de Frankenstein

A velha tragédia do ser humano criar o seu próprio monstro na sua própria forma e imagem já foi contada e recontada inúmeras vezes. Mas aqui merece destaque na forma como criador e criatura se apresentam. Na forma do Coronel Trautman interpretado por Richard Greena. Que simplesmente aparece na história para intervir e levar Rambo embora. Rambo é o seu garoto, treinado e criado para ser um soldado de elite altamente qualificado com objetivos de sobreviver em qualquer ambiente e matar todo mundo em seu caminho. Capaz de sobreviver em qualquer ambiente e comer coisas que fariam um bode vomitar. Um homem cuja única missão na guerra era matar.


Rambo reconta a história clássica do ser humano criado para ser um monstro. Reagindo com extrema violência quando provocado e espalhando o pânico. Mas diferente do romance de Mary Shelley, o criador veio buscar a sua criatura. Mas não para salvar Rambo, mas para salvar os policiais dele!


O inferno

Rambo é jogado para sobreviver na floresta em um clima extremamente frio. Tendo que tratar seus ferimentos sozinho, encarando o frio, seu passado, seu presente e caçando javali na faca!

Porém, uma nova investida de soldados da Guarda Nacional são acionados para ajudar a capturar Rambo. E ao caçar Rambo, eles usam uma bazuca M72 Law e sepultaram Rambo na entrada de uma velha mina abandonada. Rambo então faz uma verdadeira jornada subterrânea que lembra as velhas descrições sobre o inferno.


O ser humano levado ao limite da sobrevivência e agora enfrentando uma jornada ao inferno. A jornada pela escuridão, o frio, ratos e o limite de tudo quando Rambo descobre que a única saída é se entregar ao fluxo de um rio subterrâneo ao qual ele nem sabe se realmente chegará a saída. Isso se Rambo não morrer afogado primeiro.


Ascensão

Rambo sai da mina como a velha história mitológica do herói triunfando acima da própria morte. E com desejo de vingança, Rambo decide voltar até a cidade e encontrar o Xerife Teasley. A vingança de Rambo faz com que Teasley praticamente evacue a cidade enquanto espera o confronto. O qual vem com o cair da noite onde Rambo atinge justamente os pontos fracos da cidade. A luz e o telefone são cortados, incêndios, Rambo avança pela cidade e temos o confronto final entre ele e Teasley.


E então temos o final do filme onde temos Stallone fazendo um dos melhores e mais dramáticos monólogos de sua carreira. Fazendo valer o Oscar de melhor ator que ele ganhou anos antes competindo com ninguém menos que Robert De Niro e sua atuação em Taxi Driver! E além de entendermos o ponto de vista de Rambo, também entendemos o ponto de vista de milhares de guerreiros que voltaram da Guerra do Vietnam sem ter nenhuma expectativa de vida na própria terra natal. Stallone conseguiu dar voz a toda uma geração com raiva, frustração e lagrimas.

No pouco tempo deste filme, existe toda uma expressão machista do caráter mitológico. Onde um ser humano resistindo ao fato de ter sido criado como um monstro criado para ser o melhor em matar resiste contra a injustiça e a violência até ser jogado contra a natureza selvagem e até as profundezas do inferno para finalmente voltar triunfante. Velhas lutas que permeiam a alma do homem desde seu surgimento e que compõe a nossa cultura machista do monomito: O herói.


Um filme machista altamente cultuado!

Por Marcio Strzakowski

Força e Honra!



Rambo pela visão de grandes pensadores

Aristóteles (Virtude ética e o meio-termo)

Aristóteles via a ética como virtude (arete) cultivada pelo hábito, visando a eudaimonia (floração humana) através do equilíbrio (meio-termo entre excessos). Rambo falha em alcançar eudaimonia: sua coragem vira imprudência na fuga e vingança, e sua raiva (ira) é excessiva ao destruir a cidade.

No entanto, ele demonstra justiça e compaixão ao evitar matar inocentes e se render ao confrontar o mal que causou. Sua rendição final é um ato de autocontrole racional, reconhecendo que a vingança descontrolada o afasta da virtude. Rambo é o homem de ação treinado para a guerra, mas não para a vida civil — sua tragédia é não encontrar o equilíbrio na pólis (sociedade).


Platão (Justiça na alma e no Estado)

Platão, na República, via a justiça como harmonia entre as partes da alma (razão governando o espírito e os apetites). Rambo é dominado pelo espírito guerreiro (thymos) e apetites de sobrevivência, com a razão (logistikon) falhando até o final. A cidade (Hope) representa um Estado desarmônico, onde a autoridade (xerife Teasle) abusa em vez de buscar justiça. A jornada de Rambo é uma alegoria platônica de descida ao "inferno" (caverna das sombras do trauma) e retorno. Ao se entregar, ele permite que a razão (representada por Trautman) restaure alguma ordem, reconhecendo que sua vingança desequilibrou ainda mais a alma e a cidade. Seus valores mostram uma busca por harmonia interna perdida na guerra.


Sócrates (Exame da vida e da ignorância)

Sócrates defendia que "a vida não examinada não vale a pena ser vivida" e que o mal vem da ignorância. Rambo age inicialmente por instinto e trauma (ignorância sobre como lidar com a sociedade pós-guerra), sem plena reflexão. Sua prisão e caçada o forçam a um "exame": na fuga, ele revive o passado sem questioná-lo plenamente. Mas no clímax, confrontado por Trautman, ele examina sua vida ("Nada está acabado... eu só quero viver em paz"), reconhece o mal causado e chora. Isso é socrático: o autoconhecimento vem através do sofrimento e diálogo (com Trautman). Seus valores incluem honestidade brutal sobre o trauma, mas ele começa em ignorância sobre como reintegrar-se.


René Descartes (Dúvida metódica e cogito)

Descartes enfatizava a razão clara e distinta, começando pela dúvida. Rambo duvida da sociedade ("Eles me trataram como inimigo em minha própria terra"), mas sua "razão" é corporal e instintiva (treinamento militar). Ele não chega ao "cogito ergo sum" puro; sua identidade é fragmentada pelo trauma ("Eu sou o último do meu grupo"). A rendição final é um momento de clareza racional: ele duvida de continuar a guerra interna e escolhe parar. Seus valores mostram um conflito entre mente racional e corpo condicionado pela guerra.


Immanuel Kant (Imperativo categórico e dever)

Kant pregava agir por dever universal, tratando pessoas como fins, não meios (imperativo categórico). Rambo viola isso na vingança: usa violência como meio contra a cidade. No entanto, ele segue um dever interno militar ("código de honra" da guerra) e, crucialmente, não mata inocentes — respeitando a humanidade deles. A rendição é um ato kantiano: ele reconhece que sua vingança não pode ser universalizada (se todos fizessem isso, o caos reinaria) e escolhe o dever de parar o mal que causou. Seus valores incluem dignidade humana (ele não se torna assassino indiscriminado).


Friedrich Nietzsche (Vontade de poder, super-homem e moral de escravos)

Nietzsche celebraria Rambo como uma força dionisíaca: o guerreiro que afirma a vida através da luta, transvalora valores ("eles tiraram primeiro sangue") e supera o ressentimento inicial através da ação. A jornada ao "inferno" é niilista e criadora — Rambo destrói para recriar a si mesmo. Mas Nietzsche criticaria a rendição final como fraqueza, recaída na moral cristã/ressentida (culpa e autopiedade).


Rambo encarna o "super-homem" em potencial (força sobre-humana, sobrevivência), mas falha ao se submeter às autoridades em vez de criar novos valores além do bem e mal.


Nicolau Maquiavel (O príncipe e a virtú)

Maquiavel separava moral da política: o governante deve usar força e astúcia (virtú) para manter o poder. Rambo age como um "príncipe" solitário: usa astúcia guerrilheira na floresta e força na cidade para sobreviver e se vingar. Ele "parece" cruel, mas é necessário. No final, porém, falha maquiavelicamente ao se render em vez de eliminar o xerife e consolidar "poder". Seus valores são pragmáticos (sobrevivência acima de tudo), mas temperados por uma ética que o impede de total crueldade.


Baltasar Gracián (Prudência e arte da prudência)

Gracián, em O Herói e A Arte da Prudência, valorizava discrição, timing e autodomínio. Rambo demonstra prudência na sobrevivência (construindo armadilhas, usando o ambiente), mas perde-a na vingança impulsiva. Sua rendição final é o ápice da prudência: reconhecer o momento de parar para não se destruir completamente.


Valores de Rambo incluem adaptação e autocontrole seletivo, típicos do cortesão prudente em meio ao caos.


Zenão de Cítio, Sêneca e Epicteto (Estoicismo)

Os estoicos enfatizavam aceitar o que não controlamos, focar na virtude interna e viver conforme a natureza/razao. Rambo é o estoico quebrado: controla o que pode (sobrevivência, habilidades), mas o trauma externo o domina. Ele não lamenta excessivamente o passado (aceitação estoica), mas reage com raiva ao que não controla (abuso policial).


A rendição é profundamente estoica: Marco Aurélio e Epicteto aprovariam — reconhecer o destino (trauma, sociedade hostil) e escolher a virtude de não causar mais mal desnecessário.

Sêneca veria sua jornada como exercício de resiliência diante da adversidade. Valores centrais: coragem, justiça e autodisciplina, mesmo falhos.


Andrew Tate (masculinidade moderna, disciplina e "matrix")

Tate veria Rambo como o arquétipo do "high-value man": disciplinado, letal, autossuficiente, que não aceita desrespeito ("eles tiraram primeiro sangue"). A fuga e vingança são "escape da matrix" da sociedade fraca. Mas a rendição e choro seriam criticados como fraqueza emocional. Rambo encarna a masculinidade guerreira que Tate promove (força física/mental), mas seu reconhecimento do mal causado mostra humildade que Tate às vezes ignora.


Buda (Sofrimento, apego e compaixão)

Buda ensinava que o dukkha (sofrimento) vem do apego e ignorância. Rambo sofre profundamente pelo apego ao passado (trauma de guerra, amigos mortos) e à identidade de guerreiro. Sua jornada é samsara: ciclo de reação e sofrimento. Ao confrontar os traumas e se render, ele mostra um vislumbre de desapego — reconhecendo que a vingança só gera mais dor. Valores budistas em Rambo: compaixão (não matar inocentes) e potencial para insight sobre o sofrimento universal dos veteranos.


Marco Aurélio (Imperador estoico e meditações)

Marco Aurélio (já coberto no estoicismo) enfatizava dever, aceitação e serviço ao bem comum. Rambo, como soldado, vive o dever, mas na guerra interna ele prioriza vingança pessoal. A rendição é marcusiana: "faça o que deve ser feito" — parar o mal, aceitar as consequências e buscar paz interior. Ele reflete sobre sua vida como parte de um todo maior (sociedade, trauma coletivo).


Jesus Cristo (Amor ao próximo, perdão e redenção)

Jesus pregava amar o inimigo, perdoar, virar a outra face e redenção através do arrependimento. Rambo viola o "não matarás" e o amor ao próximo na destruição da cidade. No entanto, ele é impedido de matar inocentes (ecoando "bem-aventurados os misericordiosos") e, no final, se arrepende explicitamente ("eu causei muito mal"), chora e se entrega — um momento de redenção cristã. Trautman age como figura paternal/redentora.


Posts recentes

Ver tudo

Comentários


image_edited.jpg

Os Horrores do Progressismo ilustrados pelo cinema

Origens do progressismo

Principais ideias e valores progressistas.

Alienígenas, Guerra dos Mundos e sonda anal Impacto do progressismo na sociedade atual.

Os horrores do progressismo de Stalin

 

Por Marcio Strzalkowski

 

Força e Honra

https://marcio-strzalkowski.herospark.co/os-horrores-do-progressismo-ilustrados-pelo-cinema

pexels-karolina-grabowska-4207892.jpg
image.png

A Esquerda nazista, fascista e comunista

Estes pontos mostram como é a Esquerda quem usa hoje as praticas mais malignas usadas pelos nazistas e fascistas

 

São pontos demais em comum para ignorar e este PDF tem o objetivo de explicar cada ponto de forma simples, clara, com fontes e fatos históricos.

 

Por Marcio Strzalkowski

Força e Honra

Valor de R$ 30 Reais https://marcio-strzalkowski.herospark.co/a-esquerda-nazista-fascista-e-comunista

pexels-karolina-grabowska-4207892.jpg
image.png

Escola sem Tarados

Uma cartilha contra a Doutrinação Socialista, contra Ideologia de Gênero e contra Funk Carioca em ambiente educacional.

Por Marcio Strzalkowski

Força e Honra!

https://marcio-strzalkowski.herospark.co/escola-sem-tarados

pexels-karolina-grabowska-4207892.jpg

Livros para comprar ou baixar de graça

bottom of page